Lugar Nenhum

Lugar Nenhum é um incosistência aparente, como quando os paradoxos surgem, mas não figuram nada. Lugar Nenhum pode ser um lugar, um sentido, um estado. Quando quando o som da chuva aparta o sono, ou quando o silêncio quebra-se estarrecedor: um estrondo, uma porta fechada, um sorriso aberto… uma viagem 😉

Lugar Nenhum

Quero que me digam quando chegarei,
Por que sozinho não posso…
Possuo meia dúzia de meias-palavras,
Que me servem de consolo quando choro.

Apartam meu silêncio, me carregam no colo…

Quero não ouvir minhas lamúrias,
Para quando eu chegar poder me sentar
E ouvir em silêncio meus lamentos:
Da fase escura, a outra face da Lua.
Como o vento vem trazer o assovio,
O qual não ouço mas escuto.

E apartam meu sofrimento, me enganam em coro…

Não vejo uma saída, apenas uma parede escura.
Acolho a cor da rua e, em silêncio,
Anuncio minha derrota:
Um instante a mais, não mais me segura.

E…

Não sei o que é verdade,
Mas quando digo a alguém
Que terminei em verdade,
Por isso já não sei…

Ouvi um estrondo:
Um porta fechada,
Um sorriso aberto,
Um copo quebrado,
O corpo desnudo…

Não ouço mais ninguém,
Porque vou a lugar nenhum.

Nenhuma parte de mim sabe onde me encontrar.
Minha mente se foi,
E se mente, não sei

Apenas sei que sou a sombra de ninguém,
Porque vou a lugar nenhum.

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Autor: cfbastarz

craftmind.wordpress.com

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