Chegada

A chegada é uma breve poesia. Enquanto tudo mudava, ninguém mais ouvia. “A vontade em alcançar, atingir o extenso e enxergar o que não via.” E a parada era a chegada, o único momento em que tudo se via, nada se sabia e tudo se alcançava.

Chegada

Preciso encontrar
o que enxergo,
mas não vejo.

Preciso alcançar
o que é extenso,
mas que não vem de encontro a mim.

Há uma grande distância
a ser transposta,
mas não invertida.

E há apenas um segundo
eu lhe alcançava,
mas não me envolvia.

E temia. Temia tudo
que era nada há um segundo
uma parada obrigatória:

Um pedaço de poesia…
Na tácita chegada, enquanto tudo ouvia
tudo girava, no mundo, em agonia.

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Autor: cfbastarz

craftmind.wordpress.com

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