Livro: Aquecimento Global?

Recentemente terminei de ler o livro “Aquecimento Global?” de Shigenori Maruyama, com tradução de Kentiro Suguio. Shigenori é geólogo especializado em Ciência Planetária e trabalha para a Universidade Tecnológica de Tóquio. Ele escreveu este livro para elucidar vários pontos “obscuros” dos relatórios do IPCC que incriminam o carbono como sendo o grande causador de toda a questão do Aquecimento Global, mas para vários cientistas, este assunto deve ser contestado. Acontece que para a nossa sociedade civil, muitos destes pontos não são nem enunciados, muito menos discutidos. Então, é bastante reveladora a “verdade inconveniente” que ele nos mostra em seu livro. O livro “Aquecimento Global?” é bastante fácil de ler, muito elucidativo e conveniente, pricipalmente na era em que nos encontramos. Este livro pode ser comprado por R$ 28,00 no site da livraria Oficina de Textos (aqui) e é bastante acessível. Antes de fazer uma “resenha” sobre este livro, gostaria de deixar claro que minha posição aqui é imparcial: não tenho a intenção de lhe “empurar” nenhuma “verdade”. Não quero lhe fazer acreditar no que estou escrevendo e também não estou defendendo nenhum ponto de vista. Apenas esponho os fatos, as evidências e, com o mínimo de parcialidade possível, dou minha opinião.

Para uma breve discussão sobre este tema, levando em consideração os argumentos apresentados no livro, escrevi uma breve resenha. Aviso ao leitor que o texto abaixo é de minha autoria, sendo portanto passível de conter erros e que também não foi revisado por outra pessoa. A discussão e a aprsentação dos dados científicos apresentados podem (ou não) conter erros de interpretação. Portanto, leia esta resenha como um texto informativo, para formar ou nutir sua opinião sobre o assunto Aquecimento Global.

Estamos vivendo a era da informação. Os veículos de comunicação, como nunca na história deste planeta (pelo menos até onde saibamos), nunca tiveram tanto poder para criar, divulgar, promover e destruir. Isso é verdade, e é para isto mesmo que eles existem. A opinião pública é a maior arma que existe. Imagine só como teria sido a história do mundo se o boca-a-boca não fosse permitido. Pense nos fatos!

O tema desta nova década do século XXI – o Aquecimento Global, começou a ser discutido já no século passado, ganhou proporções comerciais na década passada com o lançamento do documentário “Uma Verdade Inconveniente” (narrado por Al Gore), e hoje é praticamente uma “cultura de massa”. Cultura no sentido de que todos estamos envolvidos, em maior ou menor grau, não importando se você liga ou não para o assunto.

Quando penso em pessoas e Aquecimento Global, duas perguntas me surgem à cabeça: 1) Você sabe o que é, o que significa o termo “aquecimento global”? 2) Você acredita em tudo o que ouve e vê por aí?

Antes de tentar esboçar uma resposta ou uma idéia sobre estas perguntas, deixarei claro que meu posicionamento sobre este assunto é bastante democrático. Não sou cético, não sou sensacionalista. Acredito na ciência e nos fatos.

Acho que é bastante pertinente, antes de tudo, tentarmos entender o que significa o termo “aquecimento global” e depois tentarmos entender o que significa o produto “aquecimento global”, veiculado nos meios de comunicação. Novamente, veja que estou apenas tentando lhe mostrar dois pontos de vista distintos, não estou tantando lhe empurar nenhum deles – o importante é que você tenha pelo menos duas visões diferentes sobre este mesmo assunto para formar a sua própria opinião sobre ele.

De forma bastante simplória, o aquecimento global é a elevação da temperatura média global do nosso planeta, seja a temperatura do ar atmosférico ou da superfície do mar. Ponto. Não importa qual é a fonte desse aquecimento, se ela é natural ou antrópica (devido às atividades do homem). O que importa é que ela pode (o que é bastante diferente de dizer que está) causar(ndo) alterações globais. Neste ponto surge um novo termo, bastante importante também: alterações globais. Em linhas gerais, alterações globais são mudanças no comportamento físico dos fenômenos naturais que ocorrem em nosso planeta. Por exemplo, aumento ou diminuição da frequência ou intensidade das chuvas em determinadas regiões. Estas idéias são bastante simples, mas há muita ciência, muita pesquisa por trás delas. Foi preciso muito esforço e anos de pesquisa por parte dos cientistas para que este conceito tomasse forma e fosse cunhado.

Agora, confronte estas idéias com aquilo que você vê nos telejornais, lê nos jornais e revistas, ouve no rádio e ouve seus vizinhos falarem sobre “aquecimento global”. O que eu ouço, é que a temperatura de nosso planeta está aumentando, as geleiras do Ártico estão derretendo, o nível do mar está aumentando, cidades litorâneas serão varridas dos mapas em alguns anos, milhares de pessoas vão morrer etc. E o culpado de tudo isso é o gás Dióxido de Carbono, também conhecido como CO2. O CO2 é o resultado da queima de combustíveis fósseis, ou seja, matéria orgânica. Tirando as emissões naturais de CO2, quem é que joga toneladas e toneladas de CO2 em nossa atmosfera? O homem, através das indústrias, dos carros, do lixo, do desmatamento etc. Então, o produto que conhecemos por “aquecimento global” pode ser descrito como “destruição do planeta Terra” e tem como agente causador o homem. Veja que as atividades do homem estão causando todo este alarde. Estamos destruindo nosso planeta?

Antes de prosseguirmos com uma discussão um pouco mais detalhada, vou expor mais alguns fatos importantes. É preciso dizer como toda esta discussão pode ter começado. Na década passada, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) – um grande grupo de cientistas que estudam o comportamento do nosso planeta, foi incumbido de fazer uma avaliação sobre o clima passado e atual de nosso planeta. Sabe-se que a Terra possui ciclos de resfriamento e aquecimento. Isso sempre aconteceu e sempre acontecerá e os fatores que levam a este ciclo envolvem vários fatores como o grau de inclinação do eixo de rotação da Terra, a quantidade de raios cósmicos que penetram em nossa atmosfera, a atividade solar etc. Veja que são vários fatores e fenômenos que possuem a escala de tempo de milhões de anos e milhões de quilômetros de extensão. Não é simples lidar com fenômenos destas escalas. Em ciência, lida-se muito com técnicas que muitas vezes não são tão precisas e que necessitam de aproximações. Isto se deve à limitações no entendimento de vários fenômenos, o que consequentemente, nos leva a mais pesquisas e avanços em diversas áreas da própria ciência. Neste sentido, o IPCC fez o seu trabalho e criou uma série de relatórios contando com centenas de dados, que cruzados, geraram milhares de informações que tiveram que ser interpretadas, por milhares de cientistas. Garanto a você que muitos chegaram a conclusões divergentes, mas no final, o resultado foi um só.

O que vemos todos os dias quando saímos de casa? Vemos carros nas ruas com seus escapamentos fumegantes expelindo gases tóxicos, vemos chaminés de indústrias a todo “vapor” (sabe-se lá do quê), vemos toneladas e mais toneladas de lixo sendo gerado e por aí vai. Vemos o que não gostamos, mas que nunca pensamos onde vai parar. Neste ponto é que vem a apunhalada em nossas costas: o desenvolvimento e o “progresso” tem o seu preço. A poluição da atmosfera nos causa doenças respiratórias, doenças de pele, síndromes e toda a sorte de males. O buraco da camada de ozônio – causado também pela liberação exacerbada de gases tóxicos na atmosfera, permite que raios ultravioletas (extremanente nocivos à nossa saúde) nos atinjam. Enquanto isso, a população mundial cresce exponencialmente e a quantidade de alimentos é inversamente proporcional. As matas e florestas que consomem o CO2 filtrando o nosso ar são destruídas, a Amazônia é devastada por madereiros sem escrúpulos. Estamos vivendo um período de transformações de nossa civilização que terá que se reorganizar, ou melhor, reaprender, readaptar e conviver com inúmeros problemas, além daqueles que já existem.

(Procure no Youtube pelas outras partes deste documentário).

Enquanto a mídia nos vende um produto de aquecimento e alterações globais, e mudanças drásticas no nosso modo e estilo de vida, há vários cientistas que pensam o contrário. O CO2 presente na atmosfera, constitui apenas 0,04 % dos gases que compoem o ar que respiramos. Além disso, estes cientistas criticam as análises apresentadas pelos relatórios do IPCC. Esta é uma posição necessária, por que se não questionarmos os que vemos e ouvimos por aí, por mais factuais que possam parecer, como saberemos se tudo isso tem proporção real? Além disso, a opinião pública é muito enfática em dizer que o aquecimento e as alterações globais são uma verdade, que o homem está destruindo o planeta e se não fizermos nada para conter o aquecimento, caminharemos para uma jornada sem volta de destruição em massa de nosso planeta e civilização. Isto é verdade? Tudo isto pode ser verdade. De fato, o homem está acabando com o planeta sem se preocupar com o amanhã. Mas será que realmente devemos nos preocupar tanto assim com o aquecimento? O que nos garante que uma era de resfriamento do planeta não será pior? Será que não estamos canalisando nossa atenção e esforços em negociações e tratados numa questão que pode ser bem mais amena do que um cenário de resfriamento global? Saiba que isto é possível sim e que é muito plausível, tanto quanto a teoria do aquecimento global.

No livro do Dr. Shigenori Maruyama são explicados vários mecanismos de compensamento em que a contrapartida de um fenômeno pode beneficiar outro, amenizando as consequências. Vários deles foram verificados ao longo das eras glaciais do nosso Planeta através de estudos e é muito provável que isto possa estar ocorrendo novamente. Em suma, pode ser a uma era de resfriamento possa causar consequências muito mais alarmantes do que a era do aquecimento. A mensagem do livro é portanto, bastante clara: devemos nos preocupar sim com as alterações globais, tanto quanto com os fenômenos de aquecimento ou resfriamento. Precisamos canalizar nossa inteligência na busca por soluções que agridam e destruam menos a natureza. Nossa população e demanda cresce aos milhares a cada dia, mas o espaço e os recursos são praticamente os mesmo. Soluções inteligêntes, limpas e baratas (para tudo e para todos) são o futuro, e ele precisa estar próximo.

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Autor: cfbastarz

craftmind.wordpress.com

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