Heaven Adores You

Screen Shot 2015-05-12 at 9.42.10 AM

Acho que já comentei aqui no blog que sou um fã de Elliott Smith, ele é um dos meus “guitar heroes” (ao lado de Jeff Buckley, Nick Drake e mais recentemente, José González). Conheci a música de Elliott Smith através do filme “Good Will Hunting”, cujo nome em português ficou como “Gênio Indomável”. Me lembro de ficar procurando os créditos no final do filme para descobrir que música era aquela que toca quando Will Hunting está voltando para casa de metro “…we arrived too late, our mouths were openning, I turned off the light, so come on night… – No Name #3”.

Mas infelizmente, quando me dei conta de quem fora Elliott Smith, já era tarde demais. Era 2004, um ano após seu falecimento…

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Ferramentas para manutenção de bicicletas

Desde pequeno sempre desmontei minhas coisas. Não era raro quando eu desmontava e não conseguia remontar. Isso sem contar quando sobravam – ou faltavam peças! Meu pai, sempre me dizia: “você pode desmontar, mas vai ter que montar sozinho!”. E assim cresci montando e desmontando minhas coisas, desde um carrinho, uma calculadora, um computador ou minha bicicleta.

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Grüße aus Österreich

Friedrich, Margaretha e Franz (Foto, arquivo pessoal - cópia e/ou reprodução não permitida).

Friedrich, Margaretha e Franz (Foto, arquivo pessoal – cópia e/ou reprodução não permitida).

Nesta foto estão meu avô Friedrich, minha avó Margaretha e meu tio-avô Franz (irmão da minha avó). Eles estão em frente à entrada de um castelo chamado Grub, que fica na cidade austríaca de Horn. Meu avô – de origem romena, e minha avó – de origem tcheca, conheceram-se na Áustria onde viveram desde a infância até o final segunda guerra mundial e depois migraram para o Brasil nos anos 1950, onde fixaram-se. Muito embora estivessem longe dos amigos e da terra natal, as ligações com alguns dos familiares e amigos mais próximos, bem como a influência dos costumes e cultura austríacos, sempre foram muito fortes em nossa família. No final dos anos 80, meus avós foram passar férias na Áustria e aproveitaram para visitar meu tio avô, Franz.

Meu tio avô adquiriu o Grub já em ruínas por volta dos anos 1970. O castelo data de aproximadamente do século XII (detalhe da foto a seguir). A história conta que o castelo passou pelos domínios de diversas famílias nobres até ser praticamente destruído no século XVII.

Detalhe: cronologia do castelo Grub em Horn, Áustria.

Detalhe: cronologia do castelo Grub em Horn, Áustria.

A idéia de Franz e de sua esposa, Maria Magdalena – apaixonados pela história, era restaurar o Grub e transformá-lo em ponto turístico. Assim o fizeram, Franz e Maria, enquanto foi possível. Meu tio avô morreu em 2006 (Maria já havia morrido) e minha avó se foi em 2011.

Todos de nossa pequena família brasileira, sempre nos admiramos desta história, apesar de parecer um sonho muito distante de nossa realidade. É uma pena que os parentes do lado austríaco não se interessem muito por esta história, por acreditarem que o esforço e paixão de Franz e Maria, na época, fosse perda de tempo e dinheiro. É um grande legado, exemplo e uma herança cultural e histórica que devem ser preservados! Hoje já não sabemos qual é o estado atual do castelo e o que ocorrerá a ele, apesar de ser um patrimônio cultural austríaco.

Em 2011 tive a oportunidade de estar em Viena, por um período de tempo muito curto. Infelizmente não tive a oportunidade de conhecer o Grub (que fica em outra cidade), mas valeu muito a pena mirar o rosto das pessoas e enxergar o olhar dos meus avós!

Os fatos podem não ser muito precisos, principalmente porque compreende uma parte muito comprida da história, mas apesar de as pessoas não acreditarem muito, esta sempre foi uma história de família muito interessante!

Na internet, há uma página feita por um visitante do Grub, com algumas informações e alguns fatos históricos sobre o castelo:

http://www.castles.nl/eur/at/gru/gru.html

Doação de órgãos

Eu sou doador de órgãos. Isso significa que quando eu morrer, minha família está autorizada a doar os meus órgãos para que outra(s) pessoa(s) possa(m) se beneficiar, tendo uma qualidade e expectativa de vida melhores.

Se você nunca pensou no assunto ou tem dúvidas sobre este gesto, saiba que o governo brasileiro criou o Portal da Saúde em que várias informações a respeito do nosso sistema de saúde são dadas, inclusive uma seção de Perguntas e Respostas sobre Doação de Órgãos.

Doação de órgãos: tire suas dúvidas.

Qual é a sua posição no mundo?

Hoje somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Você tem idéia de qual é a sua posição? O número da minha posição é 4.626.952.112. Para mim, este número é único (mesmo sendo uma estimativa), mas o interessante é que ele existe e cada cidadão do mundo deve ter o seu.

Descobri este número e mais outras informações bastante interessantes (e preocupantes também) sobre como a existência da minha geração e das gerações sucessoras irão influenciar a vida em nosso planeta. Para descobrir a sua posição no mundo, entre na página da BBC de Londres e veja o que o infográfico deles tem a lhe dizer!

Link: http://www.bbc.co.uk/news/world-15391515

Qual é o seu número? Qual a sua expectativa de vida? Como será o seu futuro em termos de sobrevivência?

O mais interessante (e importante) é perceber que enquanto a população da Terra cresce numa escala logarítimica a partir da metade do século XVIII, a Terra não muda de tamanho, e os recursos naturais não devem se multiplicar, quer dizer, temos mais pessoas disputando pelos mesmos recursos de sobrevivência (água e comida, essencialmente) no mesmo espaço. Temos que pensar de forma econômica, preservando o meio ambiente para a nossa geração e para as gerações futuras. Além disso, temos que lidar com as disputas de poder, com a violência, com as ditaduras e com a ganância. Ser um pequenino grão de areia na imensidão desse universo (no qual o nosso planeta também é um grãozinho de areia), é antagônico perante aos desafios da nossa existência e responsabilidades…

Quando eles te acham brasileiro demais

Vou usar a expressão “brasileiro demais” neste post como uma metáfora. Essa expressão não existe “oficialmente”, mas é provável que mesmo sem existir, seja uma “tautologia”. Vejamos:

No restaurante do meu trabalho, como em todo restaurante comum, tem uma banquinha com doces, amendoins, chocolates etc. Eu adoro amendoim tipo japonês (sabe aquele com casquinha crocante?) e de vez em quando compro um pacotinho pequeno para comer no meio da tarde, enquanto penso no que tenho que fazer. Não sei o porquê, esse amendoim tem um preço variável. Tem dia que ele me custa R$ 1,00 e tem dia que me custa R$ 1,50. Acho que, ou depende de uma certa inflação local, ou depende de quem está cobrando: se é a dona ou o dono. Sinceramente, prefiro que a dona cobre, porque me parece que a média de preços dela é mais constante. Muito bem, no começo desse ano, fui comprar o danado do amendoim e procurando pela validade, percebi que estava vencido. E disse:

– Moço, esse amendoim está vencido.

E ele:

– Ah, deixa eu ver…

Vendo que aquele amendoim estava vencido, logo recolheu (na verdade ele largou dentro da caixa, junto com os outro amendoins!!) e me deu outro, cobrando o preço. E percebendo que ele estava me tratando com muita brasilidade, me deu mais um vencido. E lancei:

– Moço, este também está vencido.

Para comodidade minha e da nação, o “moço” viu que estavam todos vencidos e me deu a sugestão de umas jujubas…

Bem, não preciso dizer que há uma certa diferença entre jujubas e amendoins e acabei desistindo da compra, pois naquele momento, meu paladar estava mais para amendoins.

Quando se passaram algumas semanas, fui comprar novos amendoins acreditando que haveriam amendoins fresquinhos à minha espera. Fiz todos os procedimentos normais de aproximação até notar que os amendoins que estavam ali eram exatamente os mesmos que já estavam vencidos, há semanas atrás…

Acabei desistindo novamente da compra e para meu espanto, além desse fato não ter repercurtido no restaurante (não foi por falta de propaganda), acabei percebendo que algumas pessoas te tratam com tanta brasilidade que até o que está ruim está bom.

Agora quando digo “brasilidade” como ajetivo referente à expressão “brasileiro demais”, a conotação é depreciativa porque parace que os detalhes estão muito aquém dos fatos e estes parecem se sobrepor à realidade do brasileiro: enquanto dominamos uma economia selvagem que nos permite alguma coisa, nossa falta de senso comum nos impede de sermos apenas bons brasileiros.

EDIT (10/3/2015): não dominamos mais uma economia “selvagem”, mas será que esta “brasilidade” ainda é o status quo? Espero que não, nunca mais!

Tô chegando lá.

Tô chegando lá. Daqui há 3 meses e pouco vou completar 30 anos, e navegando por aí, resolvi fazer o teste respondendo as perguntas abaixo pra descobrir se sempre fui nerd.

Lá vai:

1. Fez curso de programação em linguagem Cobol.
Não, mas sempre houvi falar. Inclusive conheci um cara muito estranho que dizia ser o único a programar em COBOL na região. O_o.

2. Sabe usar o prompt de comando do DOS.
Aff, eu quase desisti do meu primeiro curso de computação por causa dele. Odiava aquela telinha preta.

3. Sabe de cor dúzias de comandos do DOS.
Sabia e odiava. Agora vivo feliz com o shell.

4. Digitou em uma tela preta com letras verdes.
Sim, sempre achei muito nerd e hacker 😛 Agora prefiro coisas mais estilosas, com fundo transparente 😉

5. Se emocionou quando viu o primeiro monitor colorido.
Sim, o Atari era muito mais legal na TV colorida. Mas quando nasci, meus pais já tinham uma TV colorida, que me desfiz há alguns anos atrás, deu cupim.

6. Lembra quando um PC 486 rodando Windows 3.0 era o supra-sumo da tecnologia.
Windows 3.1 for Workgroups, serve?

7. Esperou mais de 2 minutos vendo uma foto de 35KB abrir na tela.
Sim.

8. Digitou trabalho na faculdade porque não tinha computador em casa.
Com absoluta certeza, mas foi por pouco tempo (quando comecei a faculdade, meu pai me deu computador).

10. Salvou o trabalho em disquete.
Eu tinha dois: um vermelho e um amarelo. Quando comecei, os coloridos eram novidade.

11. Imprimiu trabalho da faculdade em impressora matricial.
Sim. Ainda me pergunto porque algumas delas existem.

12. Vibrou ao comprar seu primeiro computador, contrabandeado do Paraguai e mais caro que um Fusca.
Não era do Paraguai.

13. Instalou CD do AOL e depois passou o resto da vida útil do computador tentando se livrar do lixo deixado.
Sim, colecionei pilhas desses cds.

14. Navegou usando Netscape.
Achava a interface do Netscape super massa. Depois, quando ficou mais moderno, ainda selecionava a interface antiga.

15. Já se conectou apenas depois da meia-noite para não pagar por pulso telefônico.
Viva o tempo da faculdade, que época era aquela!

16. Pagou por provedor de acesso de internet discada.
Telefonica, serve?

17. Ficou impressionado quando surgiu o primeiro provedor de internet discada gratuito.
IG, serve?

18. Se emocionou quando surgiu o primeiro provedor de internet discada gratuito que realmente funcionava o tempo inteiro.
Isso existiu? (Isso existe???)

19. Pagou por seu primeiro modem banda-larga.
Sempre quis comprar um hardmodem US Robotics, mas era caro demais para mim…

20. Pagou mais de 200 reais por seu primeiro modem banda-larga.
Nope.

21. Ficou emocionado quando conectou-se pela primeira vez em casa a impressionantes 150 kbps.
Isso foi recente, mas foi emocionante!

All in all, acho que não fui um nerd desde sempre, mas sempre gostei de coisas nerd. Sempre procurei sozinho pelo meu entretenimento e posso dizer com segurança que computadores, parafusos e ferramentas sempre fizeram parte da minha diversão.

30, estamos aí!

Perguntas originais: O Fim da Várzea

Bumerangues, pipas e as dores remanescentes de 2011

Ano novo, vida nova. Um clichê é ótimo para começar o ano e fingir que tudo foi resetado, que os problemas acabaram e que as dívidas foram perdoadas. Embora isso seja possível com uma boa dose de coragem, é um tanto quanto difícil enganar o corpo e ignorar a dor. No fim de 2011, como sempre, fui para a casa da sogrinha no pacato distrito de Patos Velhos, na cidade de Prudentópolis, no interior do Paraná. Eita nóis, como esse lugar é bom e tranquilo. Comida boa não falta e o relógio se atrasa como nunca. Claro que isso só se aplica para recém-nascidos e aposentados inativos. Para o resto dos mortais, é a mesma correria de sempre. Pensando em diversificar minhas atividades no final desse ano, resolvi fazer duas molecagens: lançar bumerangue e empinar pipa. Na primeira, quase quebrei um dedo, na segunda quase me desfaço de uma costelinha.

O local:

Lançar bumerangues é uma atividade, ou melhor – esporte, bastante interessante, desde que se econtre o lugar perfeito para isso: um local aberto e longe de fios de alta tensão (perfeito também para empinar pipas). Como todo bom principiante no esporte, resolvi comprar um bumerangue simples de três pontas (esse aqui), mas com alcance de uns 25 metros. Depois de umas boas tentativas, posso dizer que lançar bumerangues é um ótimo exercício físico. Como sou sedentário (não me orgulho nem um pouco disso), qualquer atividade que mova a minha carcaça é ganho. O problema são as dores que você ganha se não faz um alongamentosinho básico antes de iniciar os lançamentos. Lançar um bumerangue significa fazer com que ele volte para você se ele não atingir um alvo específico. No meu caso, eu era o alvo. Na primeira vez que ele voltou para mim, acertou a minha perna. Na segunda, fui pegar e quase quebro meu polegar. Há toda uma técnica de se lançar e apanhar o artefato, portanto, muito cuidado! No mais, é uma excelente atividade e com treino, pode-se atingir a perfeição. Como dica para a preservação do seu bumerangue, prefira lançá-lo em um local onde o pouso dele seja amortecido. Se você deixar ele cair no asfalto, ele não vai durar muito tempo. O meu, de plástico (ABS), ficou assim depois de vários lançamentos sem sucesso, com frequência ele caía de ponta no chão.  Note como as hastes dele vão ficando esbranquiçadas. Elas ficam assim porque se torcem quando atinge o chão com velocidade:

A seguir, alguns dos meus lançamentos:

E como deve ser feito (só achei esse vídeo depois das minhas tentativas, erradas!):

Como dica, comece com bumerangues pequenos. Talvez seja uma boa idéia, pois eles voam baixo e são mais leves. Assim é mais difícil você se machucar na pegada e pode aprender mais rápido a dominar o lançamento do bumerangue.

Empinar pipas, por outro lado, não foi a melhor idéia que tive. Nessa, por incrível que parece, quase quebrei uma costela. Como? Cai em cima de mim mesmo, não me pergunte como. Inventei de fazer uma pipa “carambola”, toda legal, tridimensional e tals. No dia em que fui soltar, não tinha muito vento, então sai correndo dando linha pra ver se a danada subia e… poft, me atropelei. Fiquei olhando pra pipa e esqueci do terreno acidentado. Ai ai ai, acabou a brincadeira. Portanto, se você estiver em um local seguro para empirar pipas, ou que permita qualquer outra atividade ao ar livre, tome cuidado com você mesmo. Todo cuidado é pouco!!

Fazendo o molde da pipa carambola:

Ela pronta:

A receita toda está aqui.

A seguir, o teste drive da pipa:

E sobre 2012, que seja de mais desafios e menos dores.

Al Anon, All Alone

Essa música foi escrita por Marco Aurélio e eu lá pelos idos de 2000 e alguma coisa, em alguma calçada lá de Guaratinguetá. Como naquela época eu e o Marco tínhamos apenas um gravador K7 paraguaio, sonhávamos que um dia nossa banda gravaria e tocaria nossas músicas. Como o tempo cessou nossa parceria (necessidades e rumos da vida), pelo menos ele conseguiu realizar esse sonho com a banda dele, a “Desplacados“:

Segue a letra:

Al Anon, All Alone

Somos um povo embriagado
Em meio ao caos e a corrupção,
Colarinho branco, zona, extorsão
O que houve com a nossa nação?

Quase todos abandonados,
Al Anon, All Alone!
Alcoólatras anônimos embriagados,
Al Anon, All Alone!
Na distância de um curto passado,
Até a vida agora é provisória!

O nosso povo é esforçado,
E veja o estado do nosso Brasil…
Nem assim a gente perde o gingado,
Longe vá, temor civil!

Quase todos recuperados,
Al Anon, All Alone!
Políticos corruptos assassinados,
Al Anon, All Alone!
Na distância de um curto passado,
Até a vida agora é provisória!

Agora o povo ressucitado,
No país reconquistado,
Qualquer um agora é presidente,
E a história começou novamente!

Quase todos abandonados,
Al Anon, All Alone!
Alcoólatras anônimos embriagados,
Al Anon, All Alone!
Na distância de um curto passado,
Até a vida agora é provisória!

Al Anon, All Alone!
Al Anon, All Alone!
Al Anon, All Alone!

Aproveito para saudar o Marco pelas suas conquistas e desejar que ele continue tento bastante sucesso neste ano novo, junto os seus novos parceiros e projetos!