Heaven Adores You

Screen Shot 2015-05-12 at 9.42.10 AM

Acho que já comentei aqui no blog que sou um fã de Elliott Smith, ele é um dos meus “guitar heroes” (ao lado de Jeff Buckley, Nick Drake e mais recentemente, José González). Conheci a música de Elliott Smith através do filme “Good Will Hunting”, cujo nome em português ficou como “Gênio Indomável”. Me lembro de ficar procurando os créditos no final do filme para descobrir que música era aquela que toca quando Will Hunting está voltando para casa de metro “…we arrived too late, our mouths were openning, I turned off the light, so come on night… – No Name #3”.

Mas infelizmente, quando me dei conta de quem fora Elliott Smith, já era tarde demais. Era 2004, um ano após seu falecimento…

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Aquarela

Já faz um tempo que não escrevo nada, então decidi abrir minha gaveta de coisas velhas e encontrei uma melodia curta que me inspirou a escrever a poesia abaixo, sob o título “Aquarela”. A melodia também chama-se “Aquarela” e ambas, melodia e poesia, se complementam. Não é uma canção, de fato, mas como escrevi ouvindo a melodia, então é interessante ter a mesma experiência. Por isso, ao ler, aperte o play do player abaixo:

Caso não consiga ouvir o arquivo, pode baixá-lo aqui.

Aquarela

Quantas coisas pequenas passaram por mim
E quantas esperei até acordar,
E passaram pelas frestas da janela
Aquelas que jamais pude esperar.

Os pensamentos que antes apenas surgiam
Agora começam a brotar,
Permanecem inalterados e quando acordo
Sou apenas aquele que iniciou, mas não o mesmo ao fim.

A aquarela permanece intacta,
Enquanto as cores se misturam ao olhar do observador.
Mas se alteram ao menor sinal de solidão,
Em meio a tantos rastros e vestígios em suas formas

A razão é um meio para este fato:
Um intróito mal acabado e não acostumado ao mundo em que vive!
E vive esperando tudo terminar,
Pois ao fim, estará acabado e pronto para o início de uma nova jornada.

E como nunca,
O sempre se torna um lugar comum:
Todos estão sob os mesmos efeitos das mesmas idéias de alívio,
e queria apenas guardá-las para o meu testemunho…

Vive o quanto puder dentro das suas possibilidades, ínfimas..
E no centro da dor é apenas a verdade que se encaminha:
Uma derrota à frente de todos, como nunca fora esperado,
Como uma ave que canta, mas não voa e não vive.

E finalmente vejo as cores que tenho:

Sinalizam novos tempos e se misturam entre si;
Ameaçam a simplicidade a as manias de quem as contempla,
E posso dizer, com segurança, que seu reflexo é atraente,
Tão atraente quanto a soberba ironia do observador.

Waltz

Waltz é outra melodia composta em 2010, mais uma que acabei encontrando nos meus backups. A gravação não é muito boa, como de costume, mas de certa maneira isso também faz parte da atmosfera das músicas que componho. Não me importo muito. Como o próprio nome diz, é um tipo de valsa, mas num compasso mais ligeiro, mais acelerado. Interessante como depois de certo tempo, este tipo de música me parece mais sonoro do que qualquer outra coisa que eu consiga tocar hoje em dia!

Waltz

Caso não consiga ouvir o arquivo, pode baixá-lo aqui.

Cirrus

Cirrus é uma melodia composta em 2010, já não me lembrava mais dela. É basicamente o mesmo estilo de Solitude, mas com um andamento diferente. Sobre o nome, Cirrus é uma espécie de nuvem, alta, estratiforme e muito fria. Talvez esta música tenha sido feita em um dia mais frio, não sei, mas gosto dela!

Cirrus

Caso não consiga ouvir o arquivo, pode baixá-lo aqui.

Ballad of a Thin Man

Uma boa música para a tarde desta sexta-feira chuvosa, “Ballad of a Thin Man” de Bob Dylan (1965), na voz de Elliott Smith:

Adoro essa cover que o Elliott Smith fez, é incrível!

Seguundo o site do Bob Dylan, essa é uma das suas canções mais tocadas:

Ballad of a Thin Man, é uma das canções de Bob Dylan mais tocadas

Segue a letra:

Ballad of a Thin Man

You walk into the room
With your pencil in your hand
You see somebody naked
And you say, “Who is that man?”
You try so hard
But you don’t understand
Just what you’ll say
When you get home

Because something is happening here
But you don’t know what it is
Do you, Mister Jones?

You raise up your head
And you ask, “Is this where it is?”
And somebody points to you and says
“It’s his”
And you say, “What’s mine?”
And somebody else says, “Where what is?”
And you say, “Oh my God
Am I here all alone?”

Because something is happening here
But you don’t know what it is
Do you, Mister Jones?

You hand in your ticket
And you go watch the geek
Who immediately walks up to you
When he hears you speak
And says, “How does it feel
To be such a freak?”
And you say, “Impossible”
As he hands you a bone

Because something is happening here
But you don’t know what it is
Do you, Mister Jones?

You have many contacts
Among the lumberjacks
To get you facts
When someone attacks your imagination
But nobody has any respect
Anyway they already expect you
To just give a check
To tax-deductible charity organizations

You’ve been with the professors
And they’ve all liked your looks
With great lawyers you have
Discussed lepers and crooks
You’ve been through all of
F. Scott Fitzgerald’s books
You’re very well read
It’s well known

Because something is happening here
But you don’t know what it is
Do you, Mister Jones?

Well, the sword swallower, he comes up to you
And then he kneels
He crosses himself
And then he clicks his high heels
And without further notice
He asks you how it feels
And he says, “Here is your throat back
Thanks for the loan”

Because something is happening here
But you don’t know what it is
Do you, Mister Jones?

Now you see this one-eyed midget
Shouting the word “NOW”
And you say, “For what reason?”
And he says, “How?”
And you say, “What does this mean?”
And he screams back, “You’re a cow
Give me some milk
Or else go home”

Because something is happening here
But you don’t know what it is
Do you, Mister Jones?

Well, you walk into the room
Like a camel and then you frown
You put your eyes in your pocket
And your nose on the ground
There ought to be a law
Against you comin’ around
You should be made
To wear earphones

Because something is happening here
But you don’t know what it is
Do you, Mister Jones?

Segue o link para a Wikipedia, com a história e as curiosidades dessa música:

Mono

Mono é mais um pouco do que gosto de fazer no violão: repetições soturnas com pequenas variações ruidosas. Não sei porque esse tipo de som me atrai, mas deve ter alguma ligação com o fato de eu sempre prestar atenção em música incidental (aquela que geralmente toca em uma determinada cena de um filme, aquela que dá o tom, o clima). Sobre os ruídos ao fundo, eu realmente não me preocupo com eles, acho que eles podem constar como “testemunhas” do elemento de arte e criação. Porque, na verdade, tudo é um improviso.

Mono

[audio http://dl.dropbox.com/u/1029421/Music/mono_cfb.mp3]

Caso queira baixar a música, clique aqui.

Vocês Dois

Vocês dois é uma das músicas dos idos de 2002 (ou antes). Não me lembro bem quando a escrevi (inclusive acho que o Marco também escreveu), mas talvez alguém por aí se lembre e me refresque a memória. A letra fala sobre amor e naquela época eu não era letrado nesta área, então sem esculachos, por favor, ok? Mas é engraçado ver como essas coisas são. No começo da música tem algumas tentativas de iniciar o rifizinho principal e acho que a letra não está 100% original (durante a execução acabei mudando algumas frases), como já havia anos que não tocava esta música, não me lembrava bem como era, mas até que não ficou muito ruim.

Vocês Dois

Letra: Carlos Frederico/Marco Aurélio
Música: Carlos Frederico

Você é toda a dor que eu não senti
Eu jamais poderia lhe conhecer
Eu jamais ouviria a sua voz
Mas seu sorriso me convence quando diz
Tudo bem, tudo bem

Você é todo o amor que eu não senti
Não seria bastante sentir você
Ou escutar suas palavras me tocarem
Com carinho, no meu peito
Sem ver o seu sorriso me dizendo
Tudo bem

Me dizendo tudo bem, tudo bem
Me dizendo tudo bem, tudo bem

Sem Mais Palavras

De longe, essa é uma das músicas mais frugais que escrevi com o Marco Aurélio. É basicamente um tipo de reflexão, escrita em forma de poema e com uma melodia bem básica. Ela fala sobre amizade, amor e conflitos. Ainda hoje, para mim, permanece como um tipo de incógnita, a qual não teimo em resolver ou determinar um valor simplesmente porque ela tem um significado atemporal e não depende de um contexto único. Com certeza é a que mais gosto (de todas), é que mais me faz pensar. Sobre as marteladas ao fundo, isso tem até uma história: sempre que gravávamos nossas músicas, ou o pai do Marco estava dando alguma martelada em alguma coisa ou eram as calopsitas que estavam a cantar. Então, todas as nossas gravações tinham algum tipo de sonoplastia… Desta vez, não foi diferente, havia um pedreiro dando suas marteladas por alí. Mas não me importo, porque de certa forma, isso confere à música um tipo de clima que contextualiza a letra, como se fosse um “lapso instantâneo”, um pensamento mesmo.

Sem Mais Palavras

Letra: Marco Aurélio
Melodia: Carlos Frederico

Essa não é a forma correta, não é nenhuma encruzilhada
Mas são dois destinos incertos, da mesma forma como eu penso…
São muitas partículas positivas que tendem sempre a se afastar.

Duas ou três forma de pensar, que parecem não se encontrar
Em nenhum momento relativo, um choque ou um lapso instantâneo…

Não lhe disse o que eu penso da vida,
E isso aqui não é só pensar.
Sentar na rua debaixo de chuva,
Por duas razões ainda incertas…

Filosofando o que leva um mais um… formarem três – quando não, uns quatro
Ou quando apenas era para distrair, na certeza de entrar em um rumo certo…

Agradecendo por tudo, por vocês e por mim…
E ver que não é bem assim.
Não é legal agir sozinho,
Sem saber que nunca fui bem assim!

Se não fosse assim, seria pior:
Seríamos como pontas opostas,
Improváveis de tocar e sentir que a seu lado também é pura amizade!

Al Anon, All Alone

Essa música foi escrita por Marco Aurélio e eu lá pelos idos de 2000 e alguma coisa, em alguma calçada lá de Guaratinguetá. Como naquela época eu e o Marco tínhamos apenas um gravador K7 paraguaio, sonhávamos que um dia nossa banda gravaria e tocaria nossas músicas. Como o tempo cessou nossa parceria (necessidades e rumos da vida), pelo menos ele conseguiu realizar esse sonho com a banda dele, a “Desplacados“:

Segue a letra:

Al Anon, All Alone

Somos um povo embriagado
Em meio ao caos e a corrupção,
Colarinho branco, zona, extorsão
O que houve com a nossa nação?

Quase todos abandonados,
Al Anon, All Alone!
Alcoólatras anônimos embriagados,
Al Anon, All Alone!
Na distância de um curto passado,
Até a vida agora é provisória!

O nosso povo é esforçado,
E veja o estado do nosso Brasil…
Nem assim a gente perde o gingado,
Longe vá, temor civil!

Quase todos recuperados,
Al Anon, All Alone!
Políticos corruptos assassinados,
Al Anon, All Alone!
Na distância de um curto passado,
Até a vida agora é provisória!

Agora o povo ressucitado,
No país reconquistado,
Qualquer um agora é presidente,
E a história começou novamente!

Quase todos abandonados,
Al Anon, All Alone!
Alcoólatras anônimos embriagados,
Al Anon, All Alone!
Na distância de um curto passado,
Até a vida agora é provisória!

Al Anon, All Alone!
Al Anon, All Alone!
Al Anon, All Alone!

Aproveito para saudar o Marco pelas suas conquistas e desejar que ele continue tento bastante sucesso neste ano novo, junto os seus novos parceiros e projetos!