Heaven Adores You

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Acho que já comentei aqui no blog que sou um fã de Elliott Smith, ele é um dos meus “guitar heroes” (ao lado de Jeff Buckley, Nick Drake e mais recentemente, José González). Conheci a música de Elliott Smith através do filme “Good Will Hunting”, cujo nome em português ficou como “Gênio Indomável”. Me lembro de ficar procurando os créditos no final do filme para descobrir que música era aquela que toca quando Will Hunting está voltando para casa de metro “…we arrived too late, our mouths were openning, I turned off the light, so come on night… – No Name #3”.

Mas infelizmente, quando me dei conta de quem fora Elliott Smith, já era tarde demais. Era 2004, um ano após seu falecimento…

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Review: Kit SRAM Entusiasta

Recentemente terminei de montar minha bicicleta: um misto de peças novas e usadas. Um quadro Mosso usado com garfo Suntour XCM 3 novo, freios vbrake Shimano Altus usados (com sapatas novas), pedivela Shimano Acera novo e relação SRAM “Entusiasta” nova. Como o título do post diz, vou fazer um breve review desse kit SRAM “Entusiasta”. Por que? Porque acredito que as peças da SRAM ainda não sejam tão populares quanto as peças mais populares da Shinamo, por exemplo 😉 Além disso, talvez você esteja apenas curioso para conhecer este kit ou está até pensando em adquirir o produto.

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Livro: Aquecimento Global?

Recentemente terminei de ler o livro “Aquecimento Global?” de Shigenori Maruyama, com tradução de Kentiro Suguio. Shigenori é geólogo especializado em Ciência Planetária e trabalha para a Universidade Tecnológica de Tóquio. Ele escreveu este livro para elucidar vários pontos “obscuros” dos relatórios do IPCC que incriminam o carbono como sendo o grande causador de toda a questão do Aquecimento Global, mas para vários cientistas, este assunto deve ser contestado. Acontece que para a nossa sociedade civil, muitos destes pontos não são nem enunciados, muito menos discutidos. Então, é bastante reveladora a “verdade inconveniente” que ele nos mostra em seu livro. O livro “Aquecimento Global?” é bastante fácil de ler, muito elucidativo e conveniente, pricipalmente na era em que nos encontramos. Este livro pode ser comprado por R$ 28,00 no site da livraria Oficina de Textos (aqui) e é bastante acessível. Antes de fazer uma “resenha” sobre este livro, gostaria de deixar claro que minha posição aqui é imparcial: não tenho a intenção de lhe “empurar” nenhuma “verdade”. Não quero lhe fazer acreditar no que estou escrevendo e também não estou defendendo nenhum ponto de vista. Apenas esponho os fatos, as evidências e, com o mínimo de parcialidade possível, dou minha opinião.

Para uma breve discussão sobre este tema, levando em consideração os argumentos apresentados no livro, escrevi uma breve resenha. Aviso ao leitor que o texto abaixo é de minha autoria, sendo portanto passível de conter erros e que também não foi revisado por outra pessoa. A discussão e a aprsentação dos dados científicos apresentados podem (ou não) conter erros de interpretação. Portanto, leia esta resenha como um texto informativo, para formar ou nutir sua opinião sobre o assunto Aquecimento Global.

Estamos vivendo a era da informação. Os veículos de comunicação, como nunca na história deste planeta (pelo menos até onde saibamos), nunca tiveram tanto poder para criar, divulgar, promover e destruir. Isso é verdade, e é para isto mesmo que eles existem. A opinião pública é a maior arma que existe. Imagine só como teria sido a história do mundo se o boca-a-boca não fosse permitido. Pense nos fatos!

O tema desta nova década do século XXI – o Aquecimento Global, começou a ser discutido já no século passado, ganhou proporções comerciais na década passada com o lançamento do documentário “Uma Verdade Inconveniente” (narrado por Al Gore), e hoje é praticamente uma “cultura de massa”. Cultura no sentido de que todos estamos envolvidos, em maior ou menor grau, não importando se você liga ou não para o assunto.

Quando penso em pessoas e Aquecimento Global, duas perguntas me surgem à cabeça: 1) Você sabe o que é, o que significa o termo “aquecimento global”? 2) Você acredita em tudo o que ouve e vê por aí?

Antes de tentar esboçar uma resposta ou uma idéia sobre estas perguntas, deixarei claro que meu posicionamento sobre este assunto é bastante democrático. Não sou cético, não sou sensacionalista. Acredito na ciência e nos fatos.

Acho que é bastante pertinente, antes de tudo, tentarmos entender o que significa o termo “aquecimento global” e depois tentarmos entender o que significa o produto “aquecimento global”, veiculado nos meios de comunicação. Novamente, veja que estou apenas tentando lhe mostrar dois pontos de vista distintos, não estou tantando lhe empurar nenhum deles – o importante é que você tenha pelo menos duas visões diferentes sobre este mesmo assunto para formar a sua própria opinião sobre ele.

De forma bastante simplória, o aquecimento global é a elevação da temperatura média global do nosso planeta, seja a temperatura do ar atmosférico ou da superfície do mar. Ponto. Não importa qual é a fonte desse aquecimento, se ela é natural ou antrópica (devido às atividades do homem). O que importa é que ela pode (o que é bastante diferente de dizer que está) causar(ndo) alterações globais. Neste ponto surge um novo termo, bastante importante também: alterações globais. Em linhas gerais, alterações globais são mudanças no comportamento físico dos fenômenos naturais que ocorrem em nosso planeta. Por exemplo, aumento ou diminuição da frequência ou intensidade das chuvas em determinadas regiões. Estas idéias são bastante simples, mas há muita ciência, muita pesquisa por trás delas. Foi preciso muito esforço e anos de pesquisa por parte dos cientistas para que este conceito tomasse forma e fosse cunhado.

Agora, confronte estas idéias com aquilo que você vê nos telejornais, lê nos jornais e revistas, ouve no rádio e ouve seus vizinhos falarem sobre “aquecimento global”. O que eu ouço, é que a temperatura de nosso planeta está aumentando, as geleiras do Ártico estão derretendo, o nível do mar está aumentando, cidades litorâneas serão varridas dos mapas em alguns anos, milhares de pessoas vão morrer etc. E o culpado de tudo isso é o gás Dióxido de Carbono, também conhecido como CO2. O CO2 é o resultado da queima de combustíveis fósseis, ou seja, matéria orgânica. Tirando as emissões naturais de CO2, quem é que joga toneladas e toneladas de CO2 em nossa atmosfera? O homem, através das indústrias, dos carros, do lixo, do desmatamento etc. Então, o produto que conhecemos por “aquecimento global” pode ser descrito como “destruição do planeta Terra” e tem como agente causador o homem. Veja que as atividades do homem estão causando todo este alarde. Estamos destruindo nosso planeta?

Antes de prosseguirmos com uma discussão um pouco mais detalhada, vou expor mais alguns fatos importantes. É preciso dizer como toda esta discussão pode ter começado. Na década passada, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) – um grande grupo de cientistas que estudam o comportamento do nosso planeta, foi incumbido de fazer uma avaliação sobre o clima passado e atual de nosso planeta. Sabe-se que a Terra possui ciclos de resfriamento e aquecimento. Isso sempre aconteceu e sempre acontecerá e os fatores que levam a este ciclo envolvem vários fatores como o grau de inclinação do eixo de rotação da Terra, a quantidade de raios cósmicos que penetram em nossa atmosfera, a atividade solar etc. Veja que são vários fatores e fenômenos que possuem a escala de tempo de milhões de anos e milhões de quilômetros de extensão. Não é simples lidar com fenômenos destas escalas. Em ciência, lida-se muito com técnicas que muitas vezes não são tão precisas e que necessitam de aproximações. Isto se deve à limitações no entendimento de vários fenômenos, o que consequentemente, nos leva a mais pesquisas e avanços em diversas áreas da própria ciência. Neste sentido, o IPCC fez o seu trabalho e criou uma série de relatórios contando com centenas de dados, que cruzados, geraram milhares de informações que tiveram que ser interpretadas, por milhares de cientistas. Garanto a você que muitos chegaram a conclusões divergentes, mas no final, o resultado foi um só.

O que vemos todos os dias quando saímos de casa? Vemos carros nas ruas com seus escapamentos fumegantes expelindo gases tóxicos, vemos chaminés de indústrias a todo “vapor” (sabe-se lá do quê), vemos toneladas e mais toneladas de lixo sendo gerado e por aí vai. Vemos o que não gostamos, mas que nunca pensamos onde vai parar. Neste ponto é que vem a apunhalada em nossas costas: o desenvolvimento e o “progresso” tem o seu preço. A poluição da atmosfera nos causa doenças respiratórias, doenças de pele, síndromes e toda a sorte de males. O buraco da camada de ozônio – causado também pela liberação exacerbada de gases tóxicos na atmosfera, permite que raios ultravioletas (extremanente nocivos à nossa saúde) nos atinjam. Enquanto isso, a população mundial cresce exponencialmente e a quantidade de alimentos é inversamente proporcional. As matas e florestas que consomem o CO2 filtrando o nosso ar são destruídas, a Amazônia é devastada por madereiros sem escrúpulos. Estamos vivendo um período de transformações de nossa civilização que terá que se reorganizar, ou melhor, reaprender, readaptar e conviver com inúmeros problemas, além daqueles que já existem.

(Procure no Youtube pelas outras partes deste documentário).

Enquanto a mídia nos vende um produto de aquecimento e alterações globais, e mudanças drásticas no nosso modo e estilo de vida, há vários cientistas que pensam o contrário. O CO2 presente na atmosfera, constitui apenas 0,04 % dos gases que compoem o ar que respiramos. Além disso, estes cientistas criticam as análises apresentadas pelos relatórios do IPCC. Esta é uma posição necessária, por que se não questionarmos os que vemos e ouvimos por aí, por mais factuais que possam parecer, como saberemos se tudo isso tem proporção real? Além disso, a opinião pública é muito enfática em dizer que o aquecimento e as alterações globais são uma verdade, que o homem está destruindo o planeta e se não fizermos nada para conter o aquecimento, caminharemos para uma jornada sem volta de destruição em massa de nosso planeta e civilização. Isto é verdade? Tudo isto pode ser verdade. De fato, o homem está acabando com o planeta sem se preocupar com o amanhã. Mas será que realmente devemos nos preocupar tanto assim com o aquecimento? O que nos garante que uma era de resfriamento do planeta não será pior? Será que não estamos canalisando nossa atenção e esforços em negociações e tratados numa questão que pode ser bem mais amena do que um cenário de resfriamento global? Saiba que isto é possível sim e que é muito plausível, tanto quanto a teoria do aquecimento global.

No livro do Dr. Shigenori Maruyama são explicados vários mecanismos de compensamento em que a contrapartida de um fenômeno pode beneficiar outro, amenizando as consequências. Vários deles foram verificados ao longo das eras glaciais do nosso Planeta através de estudos e é muito provável que isto possa estar ocorrendo novamente. Em suma, pode ser a uma era de resfriamento possa causar consequências muito mais alarmantes do que a era do aquecimento. A mensagem do livro é portanto, bastante clara: devemos nos preocupar sim com as alterações globais, tanto quanto com os fenômenos de aquecimento ou resfriamento. Precisamos canalizar nossa inteligência na busca por soluções que agridam e destruam menos a natureza. Nossa população e demanda cresce aos milhares a cada dia, mas o espaço e os recursos são praticamente os mesmo. Soluções inteligêntes, limpas e baratas (para tudo e para todos) são o futuro, e ele precisa estar próximo.

Livro: Viajando com o cérebro de Einstein

De todos os livros que já li este é, de longe, o mais bizarro. Mas é bem escrito e por alguém bem informada e em sã consciência. “Viajando com o cérebro de Einstein” conta a infame história do cérebro morto de um dos maiores gênios de nossa história. O cérebro de Einstein fora retirado de sua caixa craniana pelo patologista americano Thomas Harvey, tendo sido fatiado e “distribuído” para diversos cientistas, espalhados pelos Estados Unidos.

Quando Einstein morreu em 1955, em seu testamento constava que seu corpo deveria ser cremado e que nenhuma parte de seu corpo deveria ser tomada como relíquia. Este posicionamento de Einstein, vinha da descrença na forma como as pessoas veneram outras pessoas famosas, sobre a forma como as pessoas conseguem idolatrar um ser comum. Todos sabemos que Einstein não foi uma pessoa ordinária, ele foi extraordinário, mas acima de tudo, uma pessoa comum com idéias suficientemente brilhantes para mudar os rumos da ciência.

Thomas Harvey, o médico escolhido por Otto Nathan (um dos executores do expólio de Einstein) permitiu que Harvey mantivesse conservado o cérebro de Einstein para estudo, sendo que qualquer resultado extraído destes estudos deveriam ser única e exclusivamente publicados revistas científicas, excetuando-se quaisquer possibilidades de exploração comercial ou meramente curiosa.

Nos cinco primeiros anos de pesquisa, o cérebro de Einstein foi examinado por diversos cientistas. Lâminas foram enviadas a cientistas espalhados por todo o país ao longo das décadas seguintes e assim iniciava-se a bizarra jornada itinerante do cérebro de Eisntein. Cada vez que Thomas Harvey se mudava (foram muitas vezes e para lugares distantes), o cérebro de Einstein conservado num pote de vidro ia junto. No fim das contas, p cérebro de Einstein acabou residindo em cima de uma geladeira, como um pinguim ornamental. Mas a história não acaba por aí…

Acho que a maior sacanagem dessa história toda, foi como “profanaram” o cérebro de uma pessoa, por acaso um dos maiores gênios da ciência, sem o qual certamente eu não estaria escrevendo este texto. Como pôde-se chegar a esta situação e expor os restos materiais de uma pessoa dessa forma, como se fosse um prêmio, ou um objeto de decoração. Sei o próprio avanço da medicina remete ao estudo de corpos de e órgãos de pessoas mortas, mas o cérebro… é bizarro.

Procurando um pouco na internet, encontrei um site que mostra um documentário feito sobre a saga de um japonês em busca de uma relíquia, um naco do cérebro de Einstein. Esta história está reatratada no livro, mas fica bem clara no vídeo… assistam:

No mais, nos resta dizer,

RIP, Eisntein.

O que não fazer quando o HD apresenta falhas

Se o seu HD (externo ou interno) começa a fazer ruídos estranhos, está na hora de começar a fazer um backup. A maioria dos HDs é mecânico, ou seja, há um braço de leitura que percorre a superfície de um disco e le/escreve ou procura os dados que estão lá armazenados. Os problema é que, como tudo tem um limite, por fadiga, o motor responsável por fazer o braço de leitura se mover ou mesmo os disco girar, pode apresentar um defeito e começar a falhar ou simplesmente para de funcionar sem a menor cerimônia. É sempre bom, depois de alguns anos de uso (quem sabe se 3 ou 4 anos é muito para um HD de 500GB?), comprar um novo dispositivo e inicar um backup. HDs são muito sensíveis e uma queda ou uma simples pancada, podem ser “fatais”.

Quando um HD começar a falhar, o que fazer? Se possível, faça um backup, sempre! Não limite-se a fazer backups apenas em outro(s) HD(s). Compre mídias ópticas (DVDs, CDs etc) e as utilize! Compre mídias boas, de qualidade. Mídias muito baratas, certamente vão se deteriorar com o tempo e o investimento não valerá apena. Utilize os serviços de nuvem, como o Dropbox, Ubutnu One e outros. Caso não seja possível realizar um backup, desligue o computador e evite utilizar o disco. Neste caso, se os seus dados são muito importantes, talvez seja o caso de ter que enviar o disco à uma firma ou empresa especializada para tentar salvá-lo. Mas nada pode ser garantido! Tudo depende do problema. Além dos defeitos mecânicos, são também possíveis defeitos lógicos, como defeitos na placa lógica do HD, responsável pelo controle do disco e do braça de leitura. Cada caso é um caso passível de uma avaliação rigorosa. É possível trocar a placa lógica, é possível reparar o braço de leitura, mas nunca um disco arranhado…

O Último Teorema de Fermat

Sempre acho que o último livro que leio é o mais fantástico de todos. Mas acho que este é o mais fantástico livro sobre uma história da matemática que já li.

O Último Teorema de Fermat conta a saga “épica” de Andrew Wiles na busca pela prova da última conjectura deixada por Pierre de Fermat em 1670. A conjectura, agora um teorema, estabelece que não existe soluções para a equação

x^{n} + y^{n} = z^{n} para n > 2

Este problema permaneceu sem um prova por mais de 300 anos quando em 1995 o matemático inglês (radicado nos EUA) Andrew Wiles consegue a façanha – épica, de prová-lo como sendo falso. A prova pesquisada por Wiles demandou, ao todo, sete longos anos de estudos contando com numerosas técnicas matemáticas, conectadas por um raciocício lógico extremamente intrincado imerso em diversos teoremas demasiadamente abstratos.

A prova estabelecida por Wiles pode ser alcançada por meio de uma outra conjectura, a de Tanyiama-Shimura (anos 1950), que propunha uma conexão entre a teoria das curvas elípticas e o campo da formas modulares. Uma das consequências direta da prova desta conjectura seria a prova do Último Teorema de Fermat. Este insight foi levantado pelo matemático americano, Ken Ribet, após ter estudado diversas outras tentativas de diversos outros matemáticos ao longo dos secúlos e ter conseguido finalmente mostrar haver uma relação entre a conjectura de Tanyiama-Shimura e o Último Teorema de Fermat. E foi pensando nessa conjectura que Wiles pôde atacar o problema.

O último teorema de Fermat permaneceu como um verdadeiro enigma para os matemáticos por séculos. Diversos grandes matemáticos tentaram atacar o problema com as técnicas disponíveis em suas épocas, mas sempre acabavam por esbarrar em alguma limitação lógica – sendo esta, frequentemente, consequência de algum erro de raciocício.

Selo comemorativo à prova do Último Teorema de Fermat

Andrew Wiles logo após terminar sua primeira exposição sobre a prova do último teorema de Fermat, em Cambridge

Finalmente, na primeira metade dos anos 1990, Andrew Wiles anuncia ter conseguido a prova à comunidade internacional matemática. A prova obtida por Wiles foi apresentada aos matemáticos em Cabridge (Inglaterra) e foi considerada uma verdadeira obra-prima pois em seu feito, Wiles conseguiu reuniur muitíssimas teorias elementares e avançadas além de inúmeras técnicas inovadoras desenvolvidas por ele mesmo. No entanto, o mais curioso é que mesmo tendo provado o último teorema de Fermat, ainda restava a dúvida de “como Fermat teria proposto uma prova à sua conjectura, uma vez que as técnicas disponíveis em sua época eram muito limitadas?”. Certamente, Fermat não teria apresentado a mesma prova que Wiles pois a matemática da Teoria dos Números de sua época estava longe de ser desenvolvida como é atualmente. Alguns matemáticos acreditam que, devido à grande genialidade de Fermat, seria realmente possível que ele tivesse uma prova para a sua conjectura. Outros, no entanto, acreditam que ele simplesmente estivesse blefando e que realmente não possuia uma prova, o que poderia ser explicado por sua vaidade pois Fermat vivia, não sendo um matemático profissional, vivia desafiando as grandes cabeças de sua época com enigmas e truques matemáticos. Vale lembrar que Fermat lançou o grande enígma para o mundo da matemática anotando na margem de uma cópia da Arithmetica de Diofante, a seguinte inscrição:

Cuius rei demonstrationem mirabilem sane detexi. Hanc marginis exiguitas non caperet.

Em uma tradução para o português, teríamos algo como:

Encontrei uma demonstração verdadeiramente maravilhosa disto, mas esta margem é estreita demais para contê-la.

O que é no mínimo curioso. Acho que este é tipo de história que mais me chama atenção no mundo da matemática. Não porque é uma história épica em um enigma, um problema que parecia ser inatingível e que é derrotado, mas porque ela mostra que os grandes matemáticos também foram frágeis, cometeram erros básicos e mesmo assim conseguiram dar suas contribuições à construção matemática e de suas teorias. Isso nos aproxima muito de um mundo que parece ser muito diferente de nossa realidade e que, muitas vezes, acompanhamos apenas de longe.

Ah, claro… Faltou comentar que o livro foi escrito pelo físico inglês Simon Singh e virou um documentário da BBC. No documentário Andrew Wiles e todos os grandes matemáticos contemporâneos à nossa geração dão seus depoimentos sobre a época em que o mundo da Matemática foi revolucionado pelas descobertas impulsionadas pelo Último Teorema de Fermat.

http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=8269328330690408516

Para saber mais (vale muito à pena, sempre!):

O Maior Vendedor do Mundo

Quando eu tinha meus 16~18 anos, em uma das aulas de ensino religioso na escola, nos foi pedido a leitura de um livro para fazermos uma discussão sobre um tema que (provavelmente) ia desde humanismo até ética profissional. Uns assuntos vastos, polêmicos e interessantes também. Podíamos escolher o um livro que quissésemos desde que estivesse dentro da biblioteca da escola. Fuçando aqui e alí, acabei encontrando “O Maior Vendedor do Mundo”, de Og Mandino.

Como isso já faz pelo menos 10 anos, ainda hoje consigo me lembrar desse livro. Na realidade, acho que este foi o primeiro livro que exerceu um impacto considerável sobre a minha pessoa. Primeiro porque eu não sabia exatamente o que esperar daquele pequeno livro de capa branca com adornos dourados. Segundo, porque eu realmente era preguiçoso para ler. Além disso, o autor era Og Mandino, alguém absolutamente desconhecido para mim. Naquele época, a internet não era como hoje e na escola, era “chato” de se usar. Os computadores eram lentos e as pessoas do laboratório de informática não entendiam bem como aquilo tudo deveria funcionar… Enfim, como eu não tinha muitas opções a não ser ler o livro, mergulhei de cabeça na tarefa, e como nunca antes na história de minha vida, me vi completamente envolvido com aquela leitura.

Basicamente, o livro falava sobre vendas e o próprio título do livro não me empolgou muito. Por que eu leria um livro sobre vendas em plena adolescência, época em que tudo o que eu queria que entrasse na minha cabeça era música? Certamente o assunto do livro, para mim, era bastante diferente de tudo o que eu já havia lido antes, mas lendo, começou a me parecer bastante interessante. Ele trazia algumas “lições” sobre o que significa ser um vendedor, o que siginifica valorizar o que você tem, o que significa ser e estar envolvido com os seus objetivos, sobre alcançar a felicidade. Bastante pertinente não? Com o tempo fui percebendo que o livro trazia muito mais do que lições. Havia um enredo bastante evidente, uma história que culminaria em exemplos fantásticos de vida. O fato é que rapidamente li aquele livro e acho que aprendi algumas coisas interessantes e bastante importantes com ele. Uma das coisas que mais me marcaram, entre outras, foi a idéia de tempo e de como você o emprega. No livro, havia algo como

Você não pode ser o escravo do seu tempo, você deve ser o senhor do seu tempo.

Para um jovem adolescente ordinário (no sentido de ser comum) como eu, isso pode não ter tanta importância assim, pois é na vida adulta que o tempo começa a passar incrivelmente rápido enquanto nosso cérebro fica fisicamente babando na gravata… O tempo começa a ter uma importância realmente perigosa e torna-se uma necessidade começar a se preocupar com ele, com a forma com que o administramos. E isso realmente foi bastante crucial para mim. Acho que aprendi, de certa forma, a escolher o que posso fazer no tempo que tenho disponível e, frequentemente, sinto-me bastante livre para tomar minhas decisões e fazer minhas escolhas sem me atrapalhar muito.

Pois bem, certamente há várias coisas que influenciaram a minha postura depois que li e pensei sobre o conteúdo deste livro, e mesmo que eu não tenha percebido, eu sei que isto aconteceu. Não quero dizer que este livro mudou a minha vida, mas quero dizer que ele contribuiu um pouco com a minha forma de pensar, principalmente porque eu tive vontade de lê-lo em um período de amadurecimento em que as coisas mudam muito rápido na vida da gente.

Pra finalizar, eu realmente nunca soube quem foi Og Mandino e, como hoje em dia é trivial conhecer um pouco sobre alguém, fui na Wikipedia e lá estava ele, Og Mandino, um italiano radicado nos Estados Unidos (já falecido em 1996) e que entre tantas outras coisas coisas, teve muita coragem para largar uma vida de muitas obrigações com o trabalho para fazer o que gostava e o que tinha vontade de fazer e assim alcançar a plena felicidade. Muito provavelmente, este é um outro ensinamento que me fez enxergar a vida da forma como a enxergo hoje.

  • Site oficial dedicado à obra de Og Mandino: http://ogmandino.com
  • O Maior Vendedor do Mundo: tem no Google e provavelmente numa livraria perto de você.

Livro: No que acredito

Há algum tempo atrás, enquanto estava em uma livraria de rodoviária procurando alguma coisa para ler durante minha viagem, deparo-me com o livro “No que acredito” (What I believe, do original em inglês) de Bertran Russell, que foi um dos mais brilhantes filósofos (além de lógico e matemático) do século XX. Este livro, em particular, me chamou bastante a atenção por que é um livro pequeno (de bolso) e porque pensei que seria fácil de ler, além de ser mais um livro de Russell em minha biblioteca. Embora singelo, “No que acredito” traz consigo uma série de ensaios de Russell apresentando e discutindo idéias variadas sobre a vida, a moral, política e religião. Este livro foi originalmente publicado em 1925 e levou Russell a receber o prêmio Nobel de literatura em 1950, e é leitura obrigatória à todos que se interessam por filosofia e querem entender a obra de Russell.

O texto de Russell é bastante articulado e agradável de ler. As idéias expostas são bastante discutivas e embasadas em diversos ideais apoiados por Russell (como por exemplo o ativismo antinuclear). Achei bastante interessante as idéias apresentadas sobre vida virtuosa e ciência, sobre a morte, a felicidade e o amor. É um texto bastante sincero, quase uma conversa entre um dos mais brilhantes filósofos e o leitor na tentativa de se explorar questionamento existenciais (qual é o seu papel/lugar no universo?).

A vida virtuosa é aquela inspirada pelo amor e guiada pelo conhecimento. (B. Russell)

Russell foi um destes filósofos que não acreditavam na adoração religiosa e acreditavam na essência do homem como sendo suficientemente bondosa para articular a própria prosperidade sem deixar o próximo. Acredito que esta tenha sido uma das idéias que levaram Russell a acreditar no homem, mesmo sendo ele passível de cometer os erros que comete. O teor ateísta de “No que acredito” nos faz pensar sobre as razões essenciais que fizeram Russell encarar assuntos como o sexo de forma bastante diferenciada dos demais pensadores de sua época. Além disso, Russell foi um ativista contra as asmas nucleares e foi bastante ferrenho em seus posicionamentos quanto aos rumos que a humanidade estava tomando em sua época.

Sempre me interessei pelas idéias de Russell desde que tomei conhecimento de suas idéias na faculdade. Fiquei fascinado por sua obra. Sua história com a Matemática e a Lógica ajudam a compor a história de nossa filosofia e da ciência.

Leitura mais do que recomendada, obrigatória.

Meus Computadores

Neste post aqui, mencionei a falta que sinto do meu antigo (e primeiro) Athlon Xp 1800+. Na verdade, sinto falta daquela época… Até este novo ano (2011), desde 2002 tive 5 computadores, sendo três desktops e 2 notebooks.

Como já disse, o meu primeiro computador foi um desktop, um Athlon XP 1800+ (socket 462) com as seguintes características:

  • Processador Athlon XP 1800+ de 32 bits (socket 462)
  • 128 MB de RAM PC 3200 (depois foram aumentadas para 768 MB)
  • Disco de 20 GB (depois de pifado tive outros dois de 80 GB)
  • Placa de vídeo AGP 4x nVidia GeForce MX 400 de 64 MB de RAM
  • Leitor de CD-ROM (depois comprei um gravador de CD e mais tarde, um de DVD)
  • Placa-mãe discreta (offboard) SOYO K7VTA PRO (ainda possuia um slot ISA!)

Sempre achei essa máquina o máximo. E foi sempre uma aventura também usá-la. Me lembro como se fosse hoje, a primeira vez que a abri, por mera curiosidade… Eu queria aprender, ver como funcionava por dentro, quais eram os componentes, e depois disso, nunca mais parei! Me lembro que minhas mãos suavam e que o suor acabaou manchando a lataria interna do gabinete… Que tempos aqueles… Fiquei com esse computador por uns 4 anos, e ele resistiu bem, até que os capacitores da placa mãe começaram a estufar… Que pena, que dó eu sentia (de mim mesmo, tornando-me órfão do meu próprio computador). Foi nesse computador que instalei pela primeira vez o Linux, na época era o Madrake 8.2, que eu havia comprado na banca, junto com a revista que ensinava a instalar… Que aventura, que época boa! Depois do Mandrake coloquei de tudo um pouco, Slackware (a partir da versão 9), Gentoo, Debian, as primeiras versões do Ubuntu e o saudoso Kurumin!!!

Depois que este computador entrou na UTI, tive que recorrer a outro. Logo em seguida, fui até a cidade e na loja propus ao dono a possibilidade de fazer um abatimento das peças que eu tinha (e que funcionavam) na compra de um computador mais novo… Era a vez do meu Semprom 2600 de 64 bits (socket 754)!

O Semprom, tinha as seguintes características:

  • Processador Semprom 2600 de 64 bits (socket 754)
  • 1 GB de RAM (dois pentes de 512 MB DDR1 Corsair, fantásticos!)
  • Disco de 80 GB
  • Placa de vídeo VIA onborad (logo em seguida comprei uma AGP 8x nVidia GeForce 6200 de 256 MB de RAM – sem turbo cache!)
  • Gravador de CD (herdei do velho Athlon, pois o de DVD havia pifado)
  • Placa-mãe onboard ECS K8M800-M2

Embora não fosse uma grande máquina, dava pro gasto. Na verdade era uma máquina bastante ordinária e sempre achei que o meu velho Athlon dava mais conta do recado do que o Semprom (mesmo este sendo mais moderno!). Fazer o quê, vamos atualizando… Depois de mais uns 3 anos de uso, eis que a bateria da placa-mãe começa a descarregar sistematicamente a cada dois ou três boots. Resultado, mais uma placa que vai para o beleléu… Acho que retificar placas-mãe não compensa, o resultado não me agrada.

Nesse meio tempo, tive também um Pentium Pro 100 MHz. Era um Itautec Infoway (só a CPU) que meu vizinho não queria mais. Ele tinha vários problemas (não ligava, quando ligava ele travava etc), mas de tanto fuçar acabei colocando ele pra funcionar. Ele tinha as seguintes características:

  • Processador Pentium Pro 100 MHz
  • 16 MB de RAM (quantidade razoável)
  • HD de 5 GB (quantidade mais do que suficiente para o Windows 3.1, 95 ou 98)
  • Leitor de CD-ROM
  • Placa de Som Sound-Blaster!
  • Placa de vídeo de alguns pouquíssimos MBs
  • Floppy

Confesso que fazia desse computador o meu laboratório. Enfiava tudo quanto é Linux nele só pra aprender a lidar com Hardware antigo (obsoleto mesmo). Hoje ele deve estar encostado na casa da minha irmã, em algum lugar, coberto pela poeira e pela solidão… :S

Depois destes 3 desktops (2 que eu realmente usei para produzir), chegava a hora e a oportunidade de ter um notebook. Preços mais acessíveis, condições especiais… Qual comprar? Nessa época eu já morava em Cachoeira Paulista e estava cursando o mestrado. Fui até as lojas Cem e escolhi um STI IS 1462. Este notebook tem as seguintes características:

  • Processador Pentium Dual Core de 1.8 GHz (já com dois núcleos)
  • 1 GB de RAM DDR2 (depois aumentei para 1,5 GB)
  • HD de 120 GB (depois aumentei para 320 GB)
  • Placa de vídeo VIA Chrome 9 HC IGP (ordinária, sem comentários…)

Usei ao extremo esse notebook durante o meu mestrado. Meu sentimento por ele é de raiva (na verdade por mim mesmo) e de agradecimento, por ter me acompanhado durante a empreitada do mestrado e ter produzido minha dissertação. De tantas dificultades que tive com ele, cheguei a fazer um site dedicado, onde mostro como instalar o Linux, alguns truques e também fotos dele desmontado, dissecado.

Atualmente, em substituição ao STI, adquiri um HP G42, pois já não aguentava toda a marra que o STI IS 1462 me proporcionava… O HP é o mais modernoso, em todos os sentidos. Ele tem as seguintes características:

  • Processador Intel Core i3 de 2.27 GHz (dual core real, mas emula mais dois núcleos, total de 4!)
  • 3 GB de RAM DDR3 (máximo de 8GB!)
  • HD de 500 GB (uma infinidade finita de espaço…)
  • Placa de vídeo Intel HD Graphics (com saída HDMI, fraca mas muito legal, funciona com tudo!)

A Helena (minha namorada), tinha um desktop também. Era um Athlon XP 2600+, muito parecido com o meu. A placa mão dele era uma Asus (não me lembro o modelo), mas era um modelo muito ruim, queimava sempre as fontes, terrível… Até que ela comprou também um noteboos, um Acer para substituílo. Resumindo, tenho dois processadores Athlon XP lá um casa (duas relíquias que ninguém quer): um TBred 2600+ e um Barton 2600+ 🙂 Se alguém se interessar…

Em resumo, estou bastante satisfeito com meu notebook atual. Rodo exclusivamente Ubuntu Linux nele e realmente é rápido e eficiente. Mas mesmo assim, sinto que um bom para tarefas mais árduas como rodar um modelo ou qualquer outra tarefa que exija mais processamento. Por mais rápido que seja o processador do notebook, ele nunca será tão eficiente quanto o de um desktop, por mais lento que este seja. Ainda sim, tenho em casa os restos mortais do meu Sempron, que de vez em quanto brinco de laboratório, mas acho que este tempo já passou!