Meus Computadores

Neste post aqui, mencionei a falta que sinto do meu antigo (e primeiro) Athlon Xp 1800+. Na verdade, sinto falta daquela época… Até este novo ano (2011), desde 2002 tive 5 computadores, sendo três desktops e 2 notebooks.

Como já disse, o meu primeiro computador foi um desktop, um Athlon XP 1800+ (socket 462) com as seguintes características:

  • Processador Athlon XP 1800+ de 32 bits (socket 462)
  • 128 MB de RAM PC 3200 (depois foram aumentadas para 768 MB)
  • Disco de 20 GB (depois de pifado tive outros dois de 80 GB)
  • Placa de vídeo AGP 4x nVidia GeForce MX 400 de 64 MB de RAM
  • Leitor de CD-ROM (depois comprei um gravador de CD e mais tarde, um de DVD)
  • Placa-mãe discreta (offboard) SOYO K7VTA PRO (ainda possuia um slot ISA!)

Sempre achei essa máquina o máximo. E foi sempre uma aventura também usá-la. Me lembro como se fosse hoje, a primeira vez que a abri, por mera curiosidade… Eu queria aprender, ver como funcionava por dentro, quais eram os componentes, e depois disso, nunca mais parei! Me lembro que minhas mãos suavam e que o suor acabaou manchando a lataria interna do gabinete… Que tempos aqueles… Fiquei com esse computador por uns 4 anos, e ele resistiu bem, até que os capacitores da placa mãe começaram a estufar… Que pena, que dó eu sentia (de mim mesmo, tornando-me órfão do meu próprio computador). Foi nesse computador que instalei pela primeira vez o Linux, na época era o Madrake 8.2, que eu havia comprado na banca, junto com a revista que ensinava a instalar… Que aventura, que época boa! Depois do Mandrake coloquei de tudo um pouco, Slackware (a partir da versão 9), Gentoo, Debian, as primeiras versões do Ubuntu e o saudoso Kurumin!!!

Depois que este computador entrou na UTI, tive que recorrer a outro. Logo em seguida, fui até a cidade e na loja propus ao dono a possibilidade de fazer um abatimento das peças que eu tinha (e que funcionavam) na compra de um computador mais novo… Era a vez do meu Semprom 2600 de 64 bits (socket 754)!

O Semprom, tinha as seguintes características:

  • Processador Semprom 2600 de 64 bits (socket 754)
  • 1 GB de RAM (dois pentes de 512 MB DDR1 Corsair, fantásticos!)
  • Disco de 80 GB
  • Placa de vídeo VIA onborad (logo em seguida comprei uma AGP 8x nVidia GeForce 6200 de 256 MB de RAM – sem turbo cache!)
  • Gravador de CD (herdei do velho Athlon, pois o de DVD havia pifado)
  • Placa-mãe onboard ECS K8M800-M2

Embora não fosse uma grande máquina, dava pro gasto. Na verdade era uma máquina bastante ordinária e sempre achei que o meu velho Athlon dava mais conta do recado do que o Semprom (mesmo este sendo mais moderno!). Fazer o quê, vamos atualizando… Depois de mais uns 3 anos de uso, eis que a bateria da placa-mãe começa a descarregar sistematicamente a cada dois ou três boots. Resultado, mais uma placa que vai para o beleléu… Acho que retificar placas-mãe não compensa, o resultado não me agrada.

Nesse meio tempo, tive também um Pentium Pro 100 MHz. Era um Itautec Infoway (só a CPU) que meu vizinho não queria mais. Ele tinha vários problemas (não ligava, quando ligava ele travava etc), mas de tanto fuçar acabei colocando ele pra funcionar. Ele tinha as seguintes características:

  • Processador Pentium Pro 100 MHz
  • 16 MB de RAM (quantidade razoável)
  • HD de 5 GB (quantidade mais do que suficiente para o Windows 3.1, 95 ou 98)
  • Leitor de CD-ROM
  • Placa de Som Sound-Blaster!
  • Placa de vídeo de alguns pouquíssimos MBs
  • Floppy

Confesso que fazia desse computador o meu laboratório. Enfiava tudo quanto é Linux nele só pra aprender a lidar com Hardware antigo (obsoleto mesmo). Hoje ele deve estar encostado na casa da minha irmã, em algum lugar, coberto pela poeira e pela solidão… :S

Depois destes 3 desktops (2 que eu realmente usei para produzir), chegava a hora e a oportunidade de ter um notebook. Preços mais acessíveis, condições especiais… Qual comprar? Nessa época eu já morava em Cachoeira Paulista e estava cursando o mestrado. Fui até as lojas Cem e escolhi um STI IS 1462. Este notebook tem as seguintes características:

  • Processador Pentium Dual Core de 1.8 GHz (já com dois núcleos)
  • 1 GB de RAM DDR2 (depois aumentei para 1,5 GB)
  • HD de 120 GB (depois aumentei para 320 GB)
  • Placa de vídeo VIA Chrome 9 HC IGP (ordinária, sem comentários…)

Usei ao extremo esse notebook durante o meu mestrado. Meu sentimento por ele é de raiva (na verdade por mim mesmo) e de agradecimento, por ter me acompanhado durante a empreitada do mestrado e ter produzido minha dissertação. De tantas dificultades que tive com ele, cheguei a fazer um site dedicado, onde mostro como instalar o Linux, alguns truques e também fotos dele desmontado, dissecado.

Atualmente, em substituição ao STI, adquiri um HP G42, pois já não aguentava toda a marra que o STI IS 1462 me proporcionava… O HP é o mais modernoso, em todos os sentidos. Ele tem as seguintes características:

  • Processador Intel Core i3 de 2.27 GHz (dual core real, mas emula mais dois núcleos, total de 4!)
  • 3 GB de RAM DDR3 (máximo de 8GB!)
  • HD de 500 GB (uma infinidade finita de espaço…)
  • Placa de vídeo Intel HD Graphics (com saída HDMI, fraca mas muito legal, funciona com tudo!)

A Helena (minha namorada), tinha um desktop também. Era um Athlon XP 2600+, muito parecido com o meu. A placa mão dele era uma Asus (não me lembro o modelo), mas era um modelo muito ruim, queimava sempre as fontes, terrível… Até que ela comprou também um noteboos, um Acer para substituílo. Resumindo, tenho dois processadores Athlon XP lá um casa (duas relíquias que ninguém quer): um TBred 2600+ e um Barton 2600+ 🙂 Se alguém se interessar…

Em resumo, estou bastante satisfeito com meu notebook atual. Rodo exclusivamente Ubuntu Linux nele e realmente é rápido e eficiente. Mas mesmo assim, sinto que um bom para tarefas mais árduas como rodar um modelo ou qualquer outra tarefa que exija mais processamento. Por mais rápido que seja o processador do notebook, ele nunca será tão eficiente quanto o de um desktop, por mais lento que este seja. Ainda sim, tenho em casa os restos mortais do meu Sempron, que de vez em quanto brinco de laboratório, mas acho que este tempo já passou!

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Meu quarto, minha vida…

Nunca fui o cara mais organizado do mundo, mas eu tento me manter organizado. Isso para mim, é vital. Mesmo que minha organização seja um pouco caótica, eu sempre sei (na maioria das vezes) onde estão meus pertences.

Houve apenas uma época de minha vida em que tive um quarto só pra mim, e foi bem nessa época que as coisas eram realmente… caóticas:

Meu quarto, minha vida...

Bem, acho que algumas pessoas podem discordar dizendo serem capazes de entropias muitíssimos melhores do que a minha, mas podem acreditar: só eu saberia identificar um objeto específico entre os meus livros, cadernos, remédios (naquela época eu estava tomando remédios contra “Terror Noturno”), CDs, disquetes (nunca me livrei deles), caixas, badges, ímas, bonecos (da minha irmã, eles me faziam companhia) etc.

No meio disso tudo, havima coisas preciosíssimas para mim: meu computador (um Athlon XP 1800+, com 768 MB de RAM, 80 GB de HD, gravadores de CD e DVD – este durou apenas 6 meses, por módicos R$ 300,00 da época, placa de vídeo nVidia MX 400 de 64 MB, tudo isso montados numa placa discreta SOYO K7VTA PRO), meu parabolóide hiperbólico (não poderia deixar de ter um, dada a minha formação…), minha lama miniatura com pele de lama de verdade (um presente de uma amiga peruana, dos tempos de São Caetano) e minha estatueta do Confúcio (o melhor presente que minha prima me deu, e que infelizmente não sei mais do seu paradeiro – da estatueta, é claro). Cara, que falta sinto dessas coisas… principalmente desse meu computador (até hoje, nenhum outro que tive me fez tão feliz!).

Itens básicos e essenciais de minha personalidade...

O Confúcio não aparece aí na foto, mas ele é esse cara aqui:

Confúcio, alguém viu ele por aí?

Nessa época (2002~2005) eu estava cursando a faculdade em Guaratinguetá e eu sempre consegui viver muito xiquemente com a minha bagunça. Quando meus amigos vinham em casa, ficavam maravilhados com a quantidade de cacarecos e coisas para se olhar. Tudo tinha uma história, alguma coisa pra contar. Mas, como tudo que é bom acaba, mudei-me de cidade e toda a minha entropia se esvaneceu, como um balão estourando.

Atualmente estou morando em São José dos Campos, e estou me esforçando para não juntar muitos cacarecos e transformar meu quarto (o de visitas, pois agora sou um rapaz comprometido) novamente em bagunça, mas é difícil… Gerenciar o espaço para uma pessoa é complicado, sempre falta espaço para mais um ítem, mas para dois, tem-se que tomar muito cuidado!

Ontém foi domingo e perto da rodoviária tem uma feirinha da barganha. Nunca tinha ido lá e fui conferir as tranqueiras disponiveis. Achei de tudo. Em termos de videogames, achei desde Atari (funcionando!) até um nintendo Wii… Cameras de vídeo, fotográficas, relógios, toca-discos, ferramentas, tudo, tudo mesmo! Minha mão coçou para algumas coisas, mas só de pensar na bagunça que eu já estou começando a formar, pensei que fosse melhor começar a trocar meus cacarecos por outros, nessa talvez eu consiga reduzir ou manter a quantidade de bugigangas que fazem parte de mim! 😛