Aquarela

Já faz um tempo que não escrevo nada, então decidi abrir minha gaveta de coisas velhas e encontrei uma melodia curta que me inspirou a escrever a poesia abaixo, sob o título “Aquarela”. A melodia também chama-se “Aquarela” e ambas, melodia e poesia, se complementam. Não é uma canção, de fato, mas como escrevi ouvindo a melodia, então é interessante ter a mesma experiência. Por isso, ao ler, aperte o play do player abaixo:

Aquarela

Quantas coisas pequenas passaram por mim
E quantas esperei até acordar,
E passaram pelas frestas da janela
Aquelas que jamais pude esperar.

Os pensamentos que antes apenas surgiam
Agora começam a brotar,
Permanecem inalterados e quando acordo
Sou apenas aquele que iniciou, mas não o mesmo ao fim.

A aquarela permanece intacta,
Enquanto as cores se misturam ao olhar do observador.
Mas se alteram ao menor sinal de solidão,
Em meio a tantos rastros e vestígios em suas formas

A razão é um meio para este fato:
Um intróito mal acabado e não acostumado ao mundo em que vive!
E vive esperando tudo terminar,
Pois ao fim, estará acabado e pronto para o início de uma nova jornada.

E como nunca,
O sempre se torna um lugar comum:
Todos estão sob os mesmos efeitos das mesmas idéias de alívio,
e queria apenas guardá-las para o meu testemunho…

Vive o quanto puder dentro das suas possibilidades, ínfimas..
E no centro da dor é apenas a verdade que se encaminha:
Uma derrota à frente de todos, como nunca fora esperado,
Como uma ave que canta, mas não voa e não vive.

E finalmente vejo as cores que tenho:

Sinalizam novos tempos e se misturam entre si;
Ameaçam a simplicidade a as manias de quem as contempla,
E posso dizer, com segurança, que seu reflexo é atraente,
Tão atraente quanto a soberba ironia do observador.

Waltz

Waltz é outra melodia composta em 2010, mais uma que acabei encontrando nos meus backups. A gravação não é muito boa, como de costume, mas de certa maneira isso também faz parte da atmosfera das músicas que componho. Não me importo muito. Como o próprio nome diz, é um tipo de valsa, mas num compasso mais ligeiro, mais acelerado. Interessante como depois de certo tempo, este tipo de música me parece mais sonoro do que qualquer outra coisa que eu consiga tocar hoje em dia!

Waltz

Caso não consiga ouvir o arquivo, pode baixá-lo aqui.

Cirrus

Cirrus é uma melodia composta em 2010, já não me lembrava mais dela. É basicamente o mesmo estilo de Solitude, mas com um andamento diferente. Sobre o nome, Cirrus é uma espécie de nuvem, alta, estratiforme e muito fria. Talvez esta música tenha sido feita em um dia mais frio, não sei, mas gosto dela!

Cirrus

Caso não consiga ouvir o arquivo, pode baixá-lo aqui.

Mono

Mono é mais um pouco do que gosto de fazer no violão: repetições soturnas com pequenas variações ruidosas. Não sei porque esse tipo de som me atrai, mas deve ter alguma ligação com o fato de eu sempre prestar atenção em música incidental (aquela que geralmente toca em uma determinada cena de um filme, aquela que dá o tom, o clima). Sobre os ruídos ao fundo, eu realmente não me preocupo com eles, acho que eles podem constar como “testemunhas” do elemento de arte e criação. Porque, na verdade, tudo é um improviso.

Mono

[audio http://dl.dropbox.com/u/1029421/Music/mono_cfb.mp3]

Caso queira baixar a música, clique aqui.

Vocês Dois

Vocês dois é uma das músicas dos idos de 2002 (ou antes). Não me lembro bem quando a escrevi (inclusive acho que o Marco também escreveu), mas talvez alguém por aí se lembre e me refresque a memória. A letra fala sobre amor e naquela época eu não era letrado nesta área, então sem esculachos, por favor, ok? Mas é engraçado ver como essas coisas são. No começo da música tem algumas tentativas de iniciar o rifizinho principal e acho que a letra não está 100% original (durante a execução acabei mudando algumas frases), como já havia anos que não tocava esta música, não me lembrava bem como era, mas até que não ficou muito ruim.

Vocês Dois

Letra: Carlos Frederico/Marco Aurélio
Música: Carlos Frederico

Você é toda a dor que eu não senti
Eu jamais poderia lhe conhecer
Eu jamais ouviria a sua voz
Mas seu sorriso me convence quando diz
Tudo bem, tudo bem

Você é todo o amor que eu não senti
Não seria bastante sentir você
Ou escutar suas palavras me tocarem
Com carinho, no meu peito
Sem ver o seu sorriso me dizendo
Tudo bem

Me dizendo tudo bem, tudo bem
Me dizendo tudo bem, tudo bem

Sem Mais Palavras

De longe, essa é uma das músicas mais frugais que escrevi com o Marco Aurélio. É basicamente um tipo de reflexão, escrita em forma de poema e com uma melodia bem básica. Ela fala sobre amizade, amor e conflitos. Ainda hoje, para mim, permanece como um tipo de incógnita, a qual não teimo em resolver ou determinar um valor simplesmente porque ela tem um significado atemporal e não depende de um contexto único. Com certeza é a que mais gosto (de todas), é que mais me faz pensar. Sobre as marteladas ao fundo, isso tem até uma história: sempre que gravávamos nossas músicas, ou o pai do Marco estava dando alguma martelada em alguma coisa ou eram as calopsitas que estavam a cantar. Então, todas as nossas gravações tinham algum tipo de sonoplastia… Desta vez, não foi diferente, havia um pedreiro dando suas marteladas por alí. Mas não me importo, porque de certa forma, isso confere à música um tipo de clima que contextualiza a letra, como se fosse um “lapso instantâneo”, um pensamento mesmo.

Sem Mais Palavras

Letra: Marco Aurélio
Melodia: Carlos Frederico

Essa não é a forma correta, não é nenhuma encruzilhada
Mas são dois destinos incertos, da mesma forma como eu penso…
São muitas partículas positivas que tendem sempre a se afastar.

Duas ou três forma de pensar, que parecem não se encontrar
Em nenhum momento relativo, um choque ou um lapso instantâneo…

Não lhe disse o que eu penso da vida,
E isso aqui não é só pensar.
Sentar na rua debaixo de chuva,
Por duas razões ainda incertas…

Filosofando o que leva um mais um… formarem três – quando não, uns quatro
Ou quando apenas era para distrair, na certeza de entrar em um rumo certo…

Agradecendo por tudo, por vocês e por mim…
E ver que não é bem assim.
Não é legal agir sozinho,
Sem saber que nunca fui bem assim!

Se não fosse assim, seria pior:
Seríamos como pontas opostas,
Improváveis de tocar e sentir que a seu lado também é pura amizade!

Devaneio

Adoro tocar violão mesmo não sabendo tocar direito, adoro minha guitarrinha mesmo não sabendo dominá-la. E não há nada mais legal do que “criar” alguma coisa e gostar, por mais simples que seja. É um rascunho que gravei nesse fim de semana e que pretendo dar uma forma mais bem acabada. Não é grande coisa, está cheio de falhas mas mesmo assim eu gostei:

Devaneio

Outra vez, não sei…

Desta vez, ao invés de um simples poema, uma letra de música! Outra vez não sei… fala sobre sentir menosprezado e importante, fala sobre o valor de se conhecer algo muito bem e ainda sim não receber a devida importância. Outra vez, não sei… fala sobre tudo que se perde por causa do senso comum, fala sobre a vitória e a derrota. Quem sabe um dia desses apareço com uma melodia para ela? Por enquanto, aprecie a poesia ;P

Outra vez, não sei…

Eles me chamam
e me fazem perceber
que tudo o que fazem
é factual

Eles me chamam
e me fazem perceber
que tudo o que sei
é substancial

E se não fosse?
Outra vez não sei…
me perco e por onde ando
não sei quem sou

Ouço os seus passos e
no compasso do tempo
animo meus instintos
e penso em retornar,
outra vez…

Eles me chamam
e lhes ensino a conhecer
o que perderam,
e que começam a perder

Eles me ouvem
e param, reclamam derrota
saem calados, exauridos,
dissecados e sem resposta

Saber

Saber é uma melodia tocada em D aberto (DADGBE) e é bem curta. É uma espécie de momento passageiro, como quando se pega o violão e toca-se algo de improviso Mas como ficou legal (sou suspeito…), achei que valeria à pena aproveitar a gravação, mesmo não estando muito boa. Preste bem atenção à simplicidade da melodia. Tocar violão é fácil, criar melodias também. O difícil é fazer com que tudo isso faça sentido, mesmo que por um breve momento, é preciso Saber!

Ouça Saber no player abaixo ou em minha página de músicas (sempre em construção!):

Saber

Caso não consiga ouvir o arquivo, pode baixá-lo aqui.

Lembranças

Lembrança não é bem uma melodia, mas uma pequena “passagem”. Faz muito tempo que a compuz (não sei exatamente se pode ser chamada de composição!). Acho que é um pouco difícil de classificá-las, mas não deixa de ser um conjunto de notas ordenadas :P. Ela é tocada em uma gaita de boca E e é muito breve. Lembrança recebe este nome por ser algo que me remete à um momento do passado, algo muito rápido, um lapso de tempo. É inefável e passageira, é pequena e rápida, como uma lembrança. Como é fácil fazermos o tempo nos trazer lembranças as quais nunca nos esqueceremos. A música tem esta função!

Ouça Lembranças no player abaixo ou em minha página de músicas (sempre em construção!):

Lembrança

Caso não consiga ouvir o arquivo, pode baixá-lo aqui.

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